Querido diário, isso tem que parar.

Mais uma vez escrevo em lágrimas. Não é isso que desejo para minha vida: viver em rios. De lágrimas, decepções. 


Não mereço. Constantemente tenho divagações sobre ser uma boa pessoa, sempre me considerei como uma delas. Hoje, não tenho certeza. De fato me questiono muito. Será que se eu fosse uma pessoa ruim, eu saberia? Eu teria esses pensamentos, divagações? Por que eu me odeio?


Quando parece que ninguém vai te salvar, é preciso ver você mesmo no espelho. Tenho dificuldade com isso, sabe. Me olhar no espelho, dizer quem eu sou. Me acho uma pessoa solitária, não por escolha própria, mas escolha da vida em si.


Sei que tenho qualidades. Não gosto de escrever sobre elas, não gosto de pensar sobre isso, mas pelo menos eu preciso acreditar. Eu sou carinhosa, sou gentil, sou uma pessoa amorosa com aqueles ao meu redor. Sou simpática, alto astral, gosto de conversar, gosto de rir e de fazer rir. Gosto de planejar, sonhar. Sou bonita, tenho um belo sorriso, sou meiga. Sou doce. Sou inteligente, tenho 25 anos, sou graduada e pós graduada, sou servidora pública, sou advogada. Lutei para chegar aonde estou, sou trabalhadora. Sou dedicada. Gosto de fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas.

Sinceramente, diário, não tem motivo algum para não gostar de mim, nem um único motivo. Abrace o lado introspectivo da vida.

Eu preciso de alguém que me veja como eu sou.

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